sábado, abril 26, 2008

Causo de puliça


Em todas as profissões conhecidas (e talvez até mesmo nas desconhecidas) existem os bons e os maus profissionais.

Os bons profissionais são aqueles que desempenham suas funções com ética, respeito e responsabilidade, para com seus colegas de trabalho, instituições e sociedades como um todo. Já os maus profissionais são aqueles que querem a todo custo levar vantagem sobre os demais, agindo com má fé, sendo desleais e não estando nem um pouco preocupados com o resultado de seus atos.
Sendo assim, existem bons e maus jardineiros, bons e maus advogados, bons e maus açougueiros, bons e maus pintores, bons e maus médicos, bons e maus coletores de lixo, etc, etc, etc.

Em certa ocasião tive oportunidade de deparar-me com um caso de mau policial rodoviário. Viajava eu com mais dois colegas de trabalho para um cliente. Na volta para casa, fomos parados no posto da polícia.
O policial veio à janela do veículo (que era dirigido por um dos meus colegas) e alegou que o condutor estava dirigindo a uma velocidade de 52 km/h onde era permitido apenas 40 km/h. Todos ficamos pasmos, por tratar-se de uma rodovia estadual e a informação não ser verdadeira. Notamos que todos os veículos que passavam eram parados e abordados da mesma forma (inclusive a velocidade alegada era a mesma). A situação só foi resolvida após o meu colega pagar "uma cervejinha" para o policial.

Recentemente estava eu retornando de uma cidade vizinha, em companhia de minha esposa, quando fomos parados em um posto policial. Ao parar, pensei: "Meus documentos e os do carro estão em ordem... estou dentro do limite de velocidade... não bebo... estou usando o cinto... não há nada de errado".

O policial chegou à janela do carro, iniciando um diálogo:
- Boa tarde, cidadão.
- Boa tarde, policial.
- Será que eu poderia ver os documentos do condutor e do veículo?
- Pois não... aqui estão.

O policial pegou os documentos, olhou, olhou, olhou... dirigiu-se até a parte traseira do carro... olhou a placa, os documentos, a placa, os documentos. Olhou o vidro traseiro, os documentos, os pneus, os documentos, a lateral do veículo, os documentos...
Aquilo encheu-me de angústia, pois lembrei-me do ocorrido de alguns anos atrás.
Ele retornou à janela do carro e falou, v..a..g..a..r..o..s..a..m..e..n..t..e..:

- Muito beeemmm... "seu" Fulano de Tal...
Neste momento, parou de falar, olhou meus documentos novamente por alguns segundos e prosseguiu:

- ... que mal lhe pergunte...

Parou novamente, olhou os documentos por alguns segundos... a essa altura eu estava agoniado e pensando "o que será que está errado???". Sentindo a minha angústia, o policial finalizou sua pergunta:

- ... mas... qual é o seu credo religioso?

Ante a minha estupefação, o policial continou:

- Tanto seu nome quanto seu sobrenome são nomes de personagens bíblicos!

Após responder àquela inocente pergunta, um tanto quanto estranha (para aquela ocasião), e de trocar algumas impressões com o religioso policial, retomei a viagem, pedindo a Deus que iluminasse o caminho até a nossa chegada e que abençoasse aquele honesto profissional de nossas estradas.
Senti-me um pouco envergonhado pelo pré-julgamento que fiz. Mas, como dizem, "cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça".

E que assim seja!

sexta-feira, março 21, 2008

Retomada

Já é tempo de retomar as postagens... A vida anda uma loucura, o tempo anda curto, mas vou fazer o possível para retomar o meu blog.

Que Alá assim permita! Hama-lak-bak!

segunda-feira, agosto 27, 2007

Angústia


Angústia
Djalma Andrade

O meu filho, que é doce, que é inocente,
Quando comigo sai, luz que fascina,
Põe seus claros pezinhos, brandamente,
Nas marcas dos meus pés, na areia fina.

Ele segue-me os passos inconsciente,
Mas uma estranha angústia me domina,
E calcando os meus pés mas firmemente
Meu coração, aos poucos, se ilumina.

Sem saber, tu me obrigas, filho amado,
A procurar a rota mais segura,
A ter firmeza em cada passo dado...

Nunca dirás - que horror n’alma me vai!
- Que te perdeste numa estrada escura
por seguires os passos de teu pai!

quinta-feira, julho 12, 2007

Devaneios, conjeturas e elucubrações


Se a TEOcracia é o governo comandado pela classe sacerdotal (ou 'ministros de Deus');
Seria a DEMOcracia o governo comandado pelos enviados do capeta?

Caramba... certas coisas começam a fazer sentido!

sábado, junho 23, 2007

Causos Telephônicos


- Alô!
- Alô! Quem tá falando?
- Blá-blá-blá...
- Quem???
- BLÁ-BLÁ-BLÁ!
- Ahhh... Ei, olha! Eu tô ligando pra dizer que eu não quero mais vender a minha casa!
- Quê?!?
- É isso mesmo! Não quero mais vender a casa! Eu tinha colocado pra vender mas eu mudei de idéia! Pode tirar o meu nome daí!
- Espera... eu acho que a senhora está enganada!
- EU NÃO ESTOU ENGANADA! EU NÃO QUERO MAIS VENDER A MINHA CASA!
- Tá, minha senhora, e o que eu tenho a ver com isso???
- Tem tudo a ver! Eu mudei de idéia, não quero mais vender a minha casa!
- Eu realmente acho que a senhora está enganada... eu não tenho nada a ver com isso!
- Peraí... aí não é da imobiliária???
- Claro que não!
- Ah... desculpe, foi engan... "tu!"... "tu!"... "tu!"...

domingo, maio 27, 2007

Voltando...

Já não era sem tempo...
Vamos retomar as postagens!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Às moscas...

Por motivos alheios à minha vontade, o blog tem estado entregue às moscas. Tudo porque as coisas andam corridas por aqui, o que dificulta os meus momentos de inspiração e ócio.

terça-feira, novembro 21, 2006

Esse é o meu Brasil


Quando essa mulher assumiu a presidência do STF, houve quem "babou" em cima, dizendo baboseiras como "agora que uma mulher assumiu, as coisas serão mais delicadas, mais funcionais, blá blá blá". Vejam só que delicadeza de notícia esta que segue...
Tomou?

Leia esta notícia na íntegra

Conselho de Justiça quer aumento de 24% nos salários

Os integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) enviaram anteprojeto de lei de reajuste dos próprios salários à Câmara dos Deputados. Eles querem um aumento de 24% nos salários de cerca de R$ 23 mil. Caso seja aprovado, receberão mais de R$ 28 mil. Os salários ficariam acima do teto do funcionalismo federal, que é de R$ 24.500. O CNJ obrigou os Tribunais de Justiça dos Estados a limitar os salários a R$ 24.500.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie Northfleet, membro do CNJ, foi quem enviou o anteprojeto à Câmara, propondo gratificação de 12% por participação em uma sessão do Conselho. Como normalmente eles se reúnem duas vezes por mês, a proposta eleva o salário da ministra a mais de R$ 30 mil e o dos outros conselheiros a mais de R$ 28 mil.

Procurada pelo jornal, a ministra Ellen Gracie não quis comentar o caso.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Urine a primeira pedra quem não tem pecado...


Na quinta-feira retrasada, dia 12, ganhei um "presente de grego" em pleno feriado. Estava eu trabalhando, a fim de deixar umas coisas em dia, quando fui acometido por uma severa dor no lado esquerdo, na altura dos rins.

Como minha família é premiada no quesito "cálculo renal", fiquei muito temeroso ante o perigo iminente. Corri para o hospital e, infelizmente, minha suspeita foi confirmada.

Depois de uma árdua semana, com terríveis cólicas renais, finalmente consegui me livrar deste terrível mal, que me incomodava deveras. Seguindo as orientações de médicos e familiares, bebi litros e mais litros de água e segurei a micção o máximo possível. O santo conselho funcionou.

Durante a madrugada de quinta-feira consegui expelir o pequeno intruso que se alojava em meu ventre.

O único problema, no entanto, foi um pequeno acidente que causei, devido à extrema pressão na qual aquela pequena pedra fora lançada, uretra afora...

quarta-feira, outubro 18, 2006

Lendas urbanas


Quando éramos crianças, nossos pais, tios, avós e outras pessoas "mais velhas" nos contavam histórias mirabolantes, fantasiosas e assustadoras.
Muitas destas histórias relatavam personagens espetaculares e criaturas bizarras.

Anos mais tarde, quando irrompemos as barreiras hormonais da puberdade, entre a roda de amigos surgiram outras histórias, igualmente fantasiosas e mirabolantes. Diferentemente daquelas que ouvíamos quando crianças, estas últimas eram mais ligadas à realidade, criando personagens igualmente bizarros, porém nada de maravilhoso e sobrenatural. Estes tipos de "contos", ou melhor, boatos, acompanharam-nos adolescência afora, adentrando até mesmo na idade adulta. Estas histórias são comumente chamadas de "lendas urbanas".

Na adolescência, meu irmão, meus amigos e eu, costumávamos tomar banho em rios e em uma espécie de represa que havia atrás da escola onde estudávamos. Esta represa pertencia a uma grande empresa da cidade. Localizava-se em meio à floresta, cercada com arame farpado e uma placa avisando que aquela propriedade pertencia àquela empresa. Aquele local era cercado de histórias e relatos nem um pouco confiáveis.

Por se tratar de um local em meio à floresta, de pouco movimento, era comum encontrarmos usuários de drogas naqueles locais. Tratávamos, obviamente, de fugir dali, pois alguns deles tentavam até mesmo roubar roupas e outros objetos de valor (embora o maior objeto de valor que usávamos era um par de havaianas, pois andávamos somente de bermuda e chinelos, devido ao calor).

Havia uma lenda que dizia que, freqüentemente, uma viatura policial (conhecida por "camburão") ia até o local para pegar os adolescentes que lá se refrescavam no verão. Os policiais levavam os jovens para uma delegacia, raspavam suas cabeças e passavam óleo queimado, a fim de evitar que os cabelos voltassem a crescer. Isto enchia de pânico os jovens da época.
O medo maior não era da polícia em si, mas sim de nossos pais, que teriam um acesso de ira quando descobrissem que seus filhos nunca mais teriam cabelos novamente.

Obviamente nunca conhecemos algum jovem que tenha passado pela tortura de ter suas madeixas raspadas e banhadas com óleo quente.
Após muitos anos a tal represa foi esvaziada e a diversão das tardes de sábado teve seu fim.

Graças a isto, meu irmão, meus amigos e eu somos gratos por termos fartos cachos de cabelos até os dias de hoje.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Causos, anedotas e fatos pitorescos II


Certa vez, há muitos anos, o marido ensinava sua esposa a dirigir, em uma movimentada rua da cidade.
O número de pedestres e ciclistas, junto ao "meio-fio", era intenso.
Em detereminado momento, um ciclista desprevenido atravessa a rua, colocando-se perigosamente na trajetória do veículo "pilotado" pela aluna.
A mulher, desesperada ante aquela inesperada incursão ciclística, aos berros solicita a ajuda de seu marido:
- Meu Deus! E agora, o que eu faço?!?
O marido, tão desesperado quanto a esposa, retruca:
- Buzina! Buzina!
A mulher enche os pulmões e brada, com toda a sua força:
- BI-BIIIII!!!

terça-feira, outubro 03, 2006

Acorda, Brasil!


Há poucos minutos li em um grande site de notícias que o governo inglês divulgou um plano para privatizar a Amazônia.
Este plano foi proposto durante um encontro realizado entre os 20 países mais poluidores do mundo.
Segundo a proposta inglesa, parte da Amazônia seria "administrada" por um consórcio internacional.

Para bom entendedor, meia palavra basta... Dá para imaginar como isso vai acabar...

sexta-feira, setembro 29, 2006

Lenha na fogueira


Hoje a tarde a coligação PT-PCdoB-PRB, que apóia a candidatura de Lula, solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impeça judicialmente a divulgação de fotos do dinheiro apreendido com petistas, para a compra do suposto dossiê.

Como reza o adágio popular, "tudo que é proibido é mais gostoso"...

Levando-se em consideração que este blog é um veículo de informação, totalmente imparcial, comprometido com a verdade, a ética e a seriedade, disponibilizo aqui a foto do dinheiro em questão.

Ampliei a foto em um editor de imagens e, para minha surpresa, percebi que uma das notas de R$ 10,00 que aparece na polaroid é exatamente a nota que utilizei dias atrás para saciar minha fome, comprando "dois pastel e um chopps" na feira.

Cadeira Vazia


É esta a postura esperada de um Presidente da República?

quinta-feira, setembro 28, 2006

Blogueiros


Já não bastasse o seu vício incontido por entorpecentes, bebidas alcoólicas, remédios de tarja preta e xampus tonalizantes, um conhecido blogueiro da cidade adquiriu mais um vício mortal na empresa: passa os momentos destinados à sua alimentação e repouso em frente ao computador, entretido em terríveis passatempos eletrônicos diabólicos e degenerativos.

Sua esposa, preocupada com a (falta de) saúde do jovem em questão, entrou em contato com a área de Recursos Humanos, a fim de descobrir o motivo que levou o anoréxico ser a perder mais de vinte quilos em pouco mais de uma semana.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Ética


Ontem recebi, via email, um discurso atribuído ao Senador Jefferson Peres (PDT-AM), proferido no dia 30 de agosto, no qual ele relata de forma direta e precisa a atual crise ética e política que assola o país.
Este problema que vivemos não é de hoje. E, infelizmente, não terá o seu desfecho tão cedo.

A grande - e triste - verdade é que vivemos num país de pessoas sem ética e preocupadas, única e exclusivamente, com o próprio nariz e com a satisfação de seus desejos e fantasias pessoais.

Se pensarmos de forma prática no bem comum e nas formas de promovê-lo, teríamos que realizar uma reforma completa de leis, instituições, cargos públicos e noções de ética e cidadania. Acho que não estamos maduros o suficiente para isto.
Às vezes pensamos que chegamos ao fundo do poço... Mas logo descobrimos que o fundo é ainda mais embaixo.

Nestes tempos atribulados, onde há uma corrente negativa que nos bombardeia com maus exemplos, o que nos resta é ficarmos firmes e sermos cidadãos corretos.

Faço minhas as palavras do Senador: "Curvo-me à vontade popular, mas não sem o sentimento de profunda indignação".


Pronunciamento do Senador Jefferson Peres no plenário do Senado Federal Brasília - DF

Sr. Presidente, Sras e Srs. Senadores, depois de uma longa ausência de algumas semanas, volto a esta Tribuna para manifestar o meu desalento com a vida pública deste País.

Gostaria de estar aqui discutindo, a respeito das riquezas naturais do Brasil, e não como falarei, sobre algo muito pior: a dilapidação do capital ético deste País.
Senador José Jorge, poderíamos não ter um barril de petróleo nem um metro cúbico de gás, mas poderíamos ser uma das potências mundiais em termos de desenvolvimento.

O Japão não tem nada. Não tem petróleo, gás ou riquezas minerais. A Coréia do Sul também não tem nada disso, e nos dá um banho em termos de desenvolvimento não apenas econômico, mas também humano.
O que está faltando mesmo a este País e sempre faltou é uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública, capaz de fazer neste País o que precisaria ser feito: investimento em capital humano.

Vejam que País é este.
Estamos aqui com seis Senadores em pleno mês de agosto, porque estamos em recesso branco.
Por que não se reduz a campanha eleitoral a trinta dias e transfere-se o recesso de julho para setembro?
Nós ficaríamos com o Congresso aberto, de Casa cheia, até 31 de agosto.
Faríamos trinta dias de campanha em recesso oficial, remunerado.

Estamos aqui no faz-de-conta.

Como disse o Ministro Marco Aurélio, este é o País do faz-de-conta.
Estamos fingindo que fazemos uma sessão do Senado, estamos em casa sem trabalhar.
Estou em Manaus há quase um mês, recebendo, sem fazer nada "para o Congresso Nacional, pelo menos".

Como se ter animação em um País como este com um Presidente que, até poucos meses atrás, era sabidamente "como o é" um Presidente conivente com um dos piores escândalos de corrupção que já aconteceu neste País e este Presidente está marchando para ser eleito, talvez, em primeiro turno?

É desinformação da população? Não, não é.

Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste País, todos concordarão, ou a grande maioria, que o Presidente sabia de tudo.
Então, votam nele sabendo que ele sabia.

A crise ética não é só da classe política, não.
Parece que ela atinge grande parte da sociedade brasileira.
Ele vai voltar porque o povo quer que ele volte. Democracia é isso. Curvo-me à vontade popular, mas inconformado.

Esta será uma das eleições mais decepcionantes da minha vida. É a declaração pública, solene, histórica do povo brasileiro de que desvios éticos por parte de governantes não têm mais importância.
Isso vem até da classe dos intelectuais, dos artistas. Que episódio deplorável aquele que aconteceu no Rio de Janeiro semana passada!
Artistas, numa manifestação de solidariedade ao Presidente, com declarações cínicas, desavergonhadas! Um compositor dizer que "política é isso mesmo, fez o que deveria fazer", o outro dizer que "política é meter a mão na 'm..'"!

Um artista, em qualquer país do mundo, é a consciência crítica de uma nação. Aqui é essa, é isso que é a classe artística brasileira, pelo menos uma grande parte dela, é o povo conivente com isso.
E pior, pior ainda: os artistas estão fazendo isso em interesse próprio, porque recebem de empresas públicas contratos milionários - isso é a putrefação moral deste País - , e o povo vai reconduzir o Presidente porque "política é isso mesmo".

Tenho quatro anos de Senado. Não me candidatarei em 2010, não quero mais viver a vida pública. Vou cumprir o mandato que o povo do Amazonas me deu, não vou silenciar.
Ele pode ser eleito com 99,9%. Eu estarei aí na tribuna dizendo que ele deveria ter sido mesmo destituído.
O que ele fez é muito grave. É muito grave. Curvo-me à vontade popular, mas não sem o sentimento de profunda indignação.

A classe política já nem se fala, essa já apodreceu há muito tempo mesmo.

Este Congresso que está aqui, desculpem-me a franqueza, é o pior de que já participei. É a pior legislatura da qual já participei.
Nunca vi um Congresso tão medíocre. Claro, com uma minoria ilustre, respeitável, a quem cumprimento. Mas uma maioria, infelizmente, tão medíocre, com nível intelectual e moral tão baixo, eu nunca vi.

O que se pode esperar disso aí? Não sei. Eu não vou mais perder o meu tempo. Vou continuar protestando sempre, cumprindo o meu dever. Não teria justificativa dizer que não vou fazer mais nada. Vou cumprir rigorosamente o meu dever neste Senado até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais voltar, não!
Um País que tem um Congresso desse, que tem uma classe política dessa, que tem um povo... dizem que político não deve falar mal do povo. Eu falo, eu falo. Parte da população que compactua com isso? É lamentável. E que sabe. Não é por desinformação, não. E que não é só o povão, não. É parte da elite, inclusive intelectual. Compactuam com isso é porque são iguais, se não piores. Vou continuar nessa vida pública? Para quê, para mim, chega!

Vou continuar pelejando pelos jornais e por todos os meios possíveis, mas, como ator na vida política e na vida pública deste País, depois de 2010, não quero mais!

Elejam quem vocês quiserem! Podem chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo Presidente da República - ele não vai com o meu voto, mas, se quiserem, façam-no.
O meu desalento é profundo. Deixo isso registrado nos Anais do Senado Federal.

Infelizmente, eu gostaria de estar fazendo outro tipo de pronunciamento, mas falo o que penso, perdendo ou não voto "pouco me importa".
Aliás, eu não quero mais votos mesmo, pois estou encerrando a minha vida pública daqui a quatro anos, profundamente desencantado com ela.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Senador Jefferson Peres
30/08/2006

domingo, setembro 24, 2006

História e Geographia do Brasil


A história do Brasil, relatada em livros e passada de geração em geração, nem sempre retrata de forma fiel a realidade dos fatos. Na maioria das vezes, inventa-se maravilhosa fábula, contada (e aumentada) com o intuito de dar um alto grau de importância ao ocorrido, transformando os personagens em heróis veneráveis.

Sobre o grito de independência do Brasil, por exemplo, dizem alguns historiadores que o mesmo não ocorreu com tanta pompa, às margens do rio Ipiranga.
Mãããs, esta é uma outra história, para um outro momento.

Após uma vasta pesquisa em pergaminhos e outros documentos históricos, tive acesso "ecsclusivo" à história de uma conhecida cidade brasileira...

Tudo aconteceu em uma manhã quente de verão, no ano de 1654.
Um grande fazendeiro do interior de São Paulo, dono de muitas terras, porém de pouco estudo, estava às vésperas do nascimento de seu primogênito.
Aquele homem morria de amores por sua esposa, e sua felicidade seria completada com o nascimento da pequena criança.

Certa feita, visitando as mais recentes aquisições de terra, sua esposa, às vésperas do parto, acompanhava o marido na viagem.
Em dado momento, a jovem mulher foi picada por mortífera serpente, enchendo de angústia e medo o pobre homem.

Neste momento, um de seus empregados mais fiéis, ágil como um lince, tratou de pegar a jovem nos braços e colocá-la na condução. O marido, aturdido e congelado pelo medo, permanecia inerte perante a terrível possibilidade de perder a amada esposa e o esperado filho.

O empregado, desesperado e esbaforido, já em cima da charrete, gritava e gesticulava ao patrão, para que este subisse à condução, a fim de deslocarem-se à cidade mais próxima para dar um antídoto àquela terrível picada:

- Patrão! Ô hômi de Deus! Simbora! Simbora senão o soro acaba! O soro acaba!

Reza a lenda que a mulher foi devidamente medicada e passou bem, sem apresentar qualquer dano a ela ou à pequena criança que carregava no ventre.

O homem, satisfeito, voltou às suas terras e ali fundou uma nova cidade, em agradecimento à salvação de sua esposa.

E assim, meus amigos, transcorreu a história de fundação da cidade de Sorocaba, no interior paulista.

sábado, setembro 23, 2006

Causos, anedotas e fatos pitorescos


Há situações que vivemos diariamente que, quando na ocorrência do fato, ficamos desconcertados e sem reação. No entanto, passado algum tempo, tais situações tornam-se hilárias e rendem umas boas risadas.

Certa vez, estavam em uma reunião a professora, a orientadora educacional e a mãe de um aluno.
O objetivo da reunião era debater o andamento do aprendizado do aluno em questão.
Em dado momento, a professora diz à progenitora do pequeno rebento:

- Então, mãe, o seu filho é muito carismático!

A mulher, sobressaltada, boquiaberta e atônita, tratou logo de desfazer o "mal entendido":

- Não, professora! Nós não somos carismáticos, não! Nós somos evangélicos!

sexta-feira, setembro 22, 2006

Eclipse da nuvem


Hoje o Brasil assistiu a mais um incrível eclipse solar.
Em algumas regiões do Brasil o sol ficou encoberto em até 75%. Na região sul, mais precisamente, ficou em torno de 30%. Na verdade, aqui o sol ficou 100% encoberto - pela enorme quantidade de nuvens negras.

Vou consultar meus manuais de cabala e as profecias de Nostradamus para ver se este eclipse tem algo em comum com o escândalo do dossiê...

Pensando bem, acho que vou lançar um livro: "As centúrias Nem Pa Sabão". Do jeito que as pessoas se agarram a todo tipo de boato, logo estarei distribuindo autógrafos por aí.

"Ao raiar da grande batalha, a estrela vermelha investe contra o pássaro azul
Descoberta sua trapaça, grande atribulação volta-se contra ela
Ao escurecer do sol, a estrela agoniza e se apaga
O pássaro azul, vitorioso, alça vôo em direção aos céus."


segunda-feira, setembro 18, 2006

Brasil, mostra a tua cara!


Durante a tarde de hoje eu estava ouvindo o hino nacional...
Algumas pessoas ouvem Caetano. Outras ouvem Gil. Há aqueles que ouvem Betânia. Eu ouço o Hino Nacional.
O Hino Nacional não é MPB. MPB significa "Música Popular Brasileira". O Hino Nacional não é popular. Aliás, as pessoas nem sabem cantá-lo direito.

Enquanto ouvia, resolvi encaminhar o arquivo MP3 para uma amiga, que trabalha comigo.

Passados alguns segundos, fui chamado no comunicador instantâneo (uma espécie de MSN Messenger que utilizamos internamente):

Ela: O que eu quero com o hino?
Eu : Aprender a cantar, ser patriota e não votar no Lula.
Ela: Égua! Cê bebeu o que meio-dia? Meu, cara! Tava aki escutando um som tão massa... e tu me para pra escutar "isso"?
Eu : Que mané "isso" mulé?!? "Isso" é o Hino do teu País!!!
Ela: Vergonha do Brasil! Em tudo! Futebol...
Eu : Vergonha não é o país... Nem o hino, o hino é lindo!
Ela: ...Governo...
Eu : Vergonha são as pessoas corruptas desse país!
Ela: De que adianta um hino lindo para um país medíocre?
Eu : ... e não tô falando só de políticos, não! Mas de todas as pessoas que são adeptas do 'jeitinho brasileiro'! O país é formado por pessoas... Logo, não é o país que é medíocre, mas as pessoas que nele vivem!
Ela: De que adianta ser patriota, se não decidimos pelo país? É tudo uma farsa! Não dá pra confiar mais em ninguém... Democracia?!?
Eu : Claro que decidimos... O problema é que a gente não cobra, não exige os nossos direitos e não luta pelo que é certo! Você acha que se houvesse mais responsabilidade de nossa parte, mais cidadania, as coisas não seriam diferentes?
Ela: Não existe em quem votar! Portanto... De que adianta a democracia?
Eu : A corrupção só existe porque existem pessoas "corruptíveis". A democracia seria 'linda' se exercêssemos o nosso papel de cidadãos... De cobrar dos governantes... Mas o povo está acostumado a ficar de braços cruzados... A culpar o governo por tudo... A verdade é que o brasileiro é um povo folgado, preguiçoso...
Ela: Todos os anos faço meu papel ...voto em quem acho mais justo...mais competente...e sempre erro. SEMPRE! A culpa não é do povo não... Pode até existir pessoas que preferem não opinar... Não ligam para o resultado... Mas lá (governo) é tudo uma "panelinha"... Não tem mais jeito... Sempre tem um no meio para passar a perna, roubar, "ativar" a corrupção...
Eu : O nosso papel não é só votar.. é cobrar...
Ela: Podem existir bons governantes...mas não existe uma união na votação...a opinião é muito variável...
Eu : o grande problema é exatamente esse... As coisas só são assim porque nós deixamos! Em qualquer outro país (com cultura, lógico), as coisas pegariam fogo se acontecesse o que acontece no Brasil.
Ela: Nem todos querem o bem do Brasil parece... Tá doido!
Eu : Por isso que eu acho que realmente a educação é o que falta para o Brasil
Ela: Agora o Lula vem nessa... Ir contra a aposentadoria... é um FDP... tá doido... O que ele pensa com isso?
Eu : Esse aí... Nem pa sabão!
Ela: Poderia ser pior... Se pegasse fogo... Talvez existisse guerra... Por isso é melhor deixar como está.
Eu : ai, Cristo...
Ela: Não, de certo?
Eu : Bom... Então... Cruzemos os braços!